O Brasil figura entre os países com maiores índices de violência contra pessoas LGBTQIA+, incluindo assassinatos, agressões físicas e psicológicas, e discriminação institucional. A ausência de legislação específica, o preconceito enraizado na sociedade e a subnotificação dos casos dificultam o enfrentamento desse problema, que compromete a dignidade e a cidadania plena de milhões de brasileiros.
Eixo Cidadania: Direitos, participação social, democracia, Estado e inclusão.
Proposta de redação
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema "Os desafios para o enfrentamento da violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil". Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
dado“De acordo com o relatório do Grupo Gay da Bahia, o Brasil registrou 228 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ em 2023, mantendo o país no topo do ranking mundial de homicídios contra essa população pelo décimo terceiro ano consecutivo. A subnotificação, segundo especialistas, pode fazer com que o número real seja ainda mais elevado, já que muitos casos não são registrados como crimes motivados por LGBTfobia.”
citacao“A filósofa Judith Butler, em 'Corpos que importam', argumenta que certas vidas são socialmente construídas como 'menos dignas de luto', tornando-se mais vulneráveis à violência e ao abandono do Estado. Essa lógica se aplica diretamente à situação de grupos historicamente marginalizados, cujas mortes e sofrimentos são frequentemente invisibilizados pelas instituições e pela mídia.”
noticia“Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que 1 em cada 4 brasileiros já presenciou algum ato de violência ou discriminação contra pessoas LGBTQIA+ em espaços públicos, e que jovens entre 15 e 29 anos são as principais vítimas. O estudo aponta ainda que apenas 10% dos casos de violência chegam ao conhecimento das autoridades, evidenciando a grave subnotificação do fenômeno no país.”
Próximo passo recomendado
Estude pelo menos um repertório antes de construir o argumento. Isso ajuda a usar a referência com contexto e análise própria.
Pesquise antes de usar
Os repertórios são pontos de partida. Busque mais sobre os livros, filmes, séries, dados e autores citados para dominar o contexto, evitar usos superficiais e construir argumentos mais seguros.